Muitas pessoas evitam procurar psicólogos com receio de enfrentar perguntas invasivas ou de serem pressionadas a falar sobre temas dolorosos logo de início.
Lembre-se que o processo é pautado pelo seu tempo e pelo respeito à sua singularidade.
Imagine sua mente como um espaço onde se guarda experiências, sentimentos, memórias e expectativas.
Quando tudo fica misturado, surge confusão e sobrecarga além da dificuldade de encontrar coisas importantes.
Existe uma tendência à categorização de informações, com base em suas prioridades, utilidades e importância.
A psicoterapia pode ser compreendida como um processo colaborativo onde esta categorização de informações mentais pode ocorrer.
Como funciona a primeira consulta com a Psicóloga
Na primeira consulta com a psicóloga, você compartilha apenas o que se sentir confortável para contar e também pode fazer perguntas sobre o processo.Não existe certo ou errado — existe o seu tempo.
A partir do que é exposto verbalmente, a psicóloga analisa possíveis padrões de pensamentos, sentimentos e emoções que possam estar gerando desconforto.
O objetivo é auxiliar o paciente a olhar para as próprias dores e padrões sem o peso do julgamento
Na prática, e de maneira aproximada, a primeira consulta com a Psicóloga pode servir para:
- Anamnese do histórico emocional e clínico;
- Avaliação de níveis de estresse;
- Identificação de áreas de atenção imediata;
- Criação de uma HD - Hipótese Diagnóstica.
- E, se for preciso, encaminhamento para equipe multiprofissional.
Naturalmente, consideramos a singularidade de cada pessoa, portanto, é comum que as sessões sejam construídas de maneira diferente para cada pessoa.
Isso equivale a dizer que não existe uma regra fechada de como a 1ª. consulta com a Psicóloga deve funcionar, como se fosse um script fechado, ou um roteiro de uma peça teatral.
A Ausência de Julgamento
Um dos maiores medo do paciente novato é ser julgado.
No entanto, o consultório é o um lugar onde o juízo de valor não entra.
O papel da psicologia clínica é compreender a funcionalidade dos seus comportamentos e sentimentos, e não classificá-los como "certos" ou "errados".
Primeira Sessão: O que perguntamos?
As perguntas iniciais servem para começar a compreender como vai sua saúde emocional.
Elas são genéricas, não são fixas (variam de acordo com o paciente e as demandas apresentadas) e só evoluem se você permitir.
Naturalmente, estas perguntam variam muito, de pessoa para pessoa, em diferentes contextos, etc. Não é (de jeito nenhum!) um roteiro fechado.
Eu entendo que a fala do paciente é mais importante que perguntas.
Quando o paciente quer apenas desabafar, é comum que eu não faça perguntas e deixe o discurso fluir, porque entendo que isso é mais importante do que perguntas estruturadas.
Mas, quando percebo que o paciente não está à vontade para falar, então posso recorrer às perguntas, mas sempre incentivando a fala livre.
O que a psicóloga costuma perguntar?
As perguntas a seguir são apenas uma “vaga ideia” de perguntas feitas por mim, quando forem adequadas, pertinentes e servirem para ajudar as pessoas.
O que você PODE e NÃO PODE falar?
A resposta curta é: você pode falar tudo. A sessão é o seu espaço de liberdade total. Você pode usar gírias, chorar, ficar em silêncio ou até usar palavrões para expressar uma indignação. O silêncio, inclusive, é respeitado como uma forma de comunicação.
O que não é necessário? Pedir desculpas por sentir. Você não precisa se desculpar por chorar ou por ser sincero. Essas reações são a matéria-prima da terapia.
Confidencialidade e Segurança
Tudo o que é dito em sessão é protegido pelo sigilo profissional. Esse pacto de confiança é o que permite que você fale o que achar necessário, sabendo que nada poderá ser compartilhado (exceto em contextos muitos específicos, ou que envolvem riscos.
A Transparência na Psicoterapia: Devo Contar Tudo?
Na psicoterapia, a relação entre paciente e psicóloga é baseada em confiança e sigilo. Esse ambiente seguro permite compartilhar experiências, sentimentos e pensamentos sem julgamentos.
Não há obrigação de “contar tudo” de uma vez ou revelar todos os aspectos da vida pessoal imediatamente. O processo acontece de forma gradual, respeitando o ritmo de cada pessoa e suas necessidades no momento.
Algumas informações podem ser compartilhadas quando o paciente se sentir confortável ou perceber que são relevantes para compreender e trabalhar determinada situação.
A transparência na consulta com a Psicóloga é importante porque permite que o profissional compreenda melhor as experiências e desafios do paciente, mas sempre respeitando os limites e o tempo de cada um.
O fundamental é que o diálogo seja sincero na medida em que contribui para o acompanhamento, sem pressão para expor mais do que se está pronto para compartilhar.
Decidir se deve contar tudo para a psicóloga é uma escolha pessoal que depende diretamente do nível de conforto e segurança estabelecido no vínculo.
Contudo, é fundamental compreender que a constitui um espaço estritamente sigiloso e técnico.
A profundidade do compartilhamento permite que a profissional auxilie na identificação de padrões de comportamento e na busca por caminhos construtivos.
Caso não se sinta pronto para abordar temas sensíveis de imediato, a construção gradativa da confiança faz parte da jornada. Avise sua Psicóloga. Ela certamente vai compreender e lançar mão de outros recursos.
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