Entenda por que o encaminhamento é, por vezes, a maior prova de ética profissional.

Muitas vezes, a ideia de que um Psicologo possa sugerir a interrupção de um processo causa estranheza. 

No entanto, a psicoterapia não é concebida como um vínculo indefinido ou obrigatório, mas como um processo que deve existir enquanto fizer sentido clínico para o paciente e enquanto houver objetivos terapêuticos a serem trabalhados. 

Em determinadas circunstâncias, o próprio psicólogo pode avaliar que o momento é adequado para encerrar o acompanhamento ou para reavaliar sua continuidade.

Essa possibilidade não significa abandono ou falta de interesse pelo paciente, mas faz parte da responsabilidade ética do profissional. A continuidade da terapia deve estar associada à necessidade real do processo e ao benefício que ele pode oferecer naquele momento da vida da pessoa. 

Quando os objetivos iniciais já foram trabalhados, quando o paciente demonstra maior autonomia emocional ou quando o acompanhamento deixa de produzir novos elementos de reflexão, pode ser apropriado discutir o encerramento ou a redução da frequência das sessões.

Também existem situações em que o psicólogo pode sugerir encaminhamento para outro profissional ou outro tipo de abordagem terapêutica. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando uma determinada demanda exige uma especialização diferente, quando o paciente pode se beneficiar de outro modelo de intervenção ou quando há necessidade de acompanhamento complementar em outra área da saúde.

Ética e Encaminhamento na Psicoterapia

Competência Técnica e Compromisso

De acordo com as diretrizes da profissão, psicólogos não devem manter atendimentos para os quais não possuam a devida qualificação ou quando percebem que a modalidade de trabalho não está gerando benefícios ao paciente. Quando a Psicóloga  identifica que um caso clínico exige uma especialidade diferente ou uma abordagem mais intensiva, o encaminhamento não é uma "desistência", mas sim um ato de responsabilidade profissional.

Quando o Encaminhamento é Necessário?

  • Ausência de evolução clínica após avaliações constantes.
  • Necessidade de uma abordagem teórica diferente da utilizada.
  • Identificação de demandas que fogem à área de especialização do profissional.
  • Fatores que comprometam a neutralidade necessária ao processo terapêutico.

A Colaboração na Terapia 

Na Psicoterapia, o processo é baseado na colaboração mútua. Se por qualquer razão essa parceria deixa de ser produtiva — seja por falta de engajamento nas tarefas terapêuticas ou por questões de afinidade técnica — o profissional tem o dever ético de discutir isso abertamente com o paciente, buscando a melhor alternativa para a continuidade do cuidado.

Conteúdo informativo desenvolvido pela 

Psicóloga SP - Maristela Vallim Botari

CRP-SP 06-121677

sem a finalidade de substituir a consulta psicológica, nem esgotar o tema.

Trata-se apenas de um convite à reflexão

Psicologa SP |

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